Harmonização de Vinhos com Pratos Quentes de Inverno

Existe uma forma de tornar qualquer prato de inverno ainda melhor.
Não é uma receita secreta, não é um ingrediente especial. É o vinho certo na taça certa, no momento certo. Quando a combinação funciona, o alimento e o vinho se potencializam mutuamente, e o que era um jantar comum se transforma em algo que a gente lembra por muito tempo.
A harmonização não precisa ser complicada. Ela não exige um sommelier ao seu lado nem anos de estudo. Precisa, acima de tudo, de dois ingredientes que já estão na sua mesa: curiosidade e boa vontade para experimentar.
Vamos ao que interessa.
Fondue de queijo e vinho branco
O fondue é um dos maiores clássicos do inverno, e também uma das harmonizações mais prazerosas de descobrir. A gordura do queijo derretido pede acidez para equilibrar, e é exatamente isso que um bom vinho branco entrega.
Prefira brancos de acidez média a alta, como Chardonnay sem muita madeira ou um Sauvignon Blanc mais estruturado. A acidez corta a untuosidade do queijo e deixa o paladar sempre pronto para o próximo garfinho.
Dica Better Wine: nosso Chardonnay Seleção Inverno tem acidez equilibrada e um toque de frescor que funciona muito bem com qualquer tipo de fondue de queijo.
Fondue de carne e vinho tinto
Já o fondue de carne pede um tinto encorpado, de preferência com taninos presentes que complementem a proteína. Um Malbec ou um Cabernet Sauvignon são escolhas certeiras.
A combinação é clássica justamente porque funciona: a estrutura do vinho abraça a carne e transforma cada pedaço em algo muito mais complexo.
Risoto de cogumelos e Pinot Noir
O risoto de cogumelos é um dos pratos mais elegantes do inverno, e merece um vinho à altura. A Pinot Noir, com seus aromas terrosos e de frutas vermelhas, dialoga de forma quase perfeita com a umidade e a profundidade dos cogumelos.
É uma combinação que parece feita sob medida, e quando você experimenta pela primeira vez, entende exatamente por que sommeliers do mundo inteiro ficam tão empolgados com ela.
Carne assada e Cabernet Sauvignon
Costela assada, cupim na churrasqueira ou um rosbife no forno. Independente da escolha, a Cabernet Sauvignon é a parceira ideal. A estrutura tânica do vinho complementa as proteínas da carne, enquanto os aromas de cedro e frutas negras adicionam uma camada extra de complexidade ao prato.
Sirva o vinho em temperatura ligeiramente abaixo do ambiente no inverno, entre 16 e 18 graus, e deixe a garrafa aberta por 20 minutos antes de servir para o vinho respirar.
Feijoada e Merlot
A feijoada brasileira é intensa, defumada e generosa. Ela pede um vinho que tenha personalidade para acompanhá-la sem se perder, mas que não seja tão agressivo a ponto de competir com ela.
A Merlot encontra esse equilíbrio com elegância. Seus taninos suaves e aromas de frutas maduras criam uma conversa harmoniosa com as carnes defumadas e o caldo encorpado da feijoada.
Uma combinação completamente brasileira, mesmo que o vinho venha do outro lado do mundo.
Sopa de cebola e vinho tinto leve
A sopa de cebola gratinada, com todo o seu aroma e calor, combina muito bem com tintos de corpo médio. Um Merlot jovem ou um Carmenère chileno são escolhas que funcionam muito bem, complementando o dulçor caramelizado da cebola sem dominar o prato.
Quiche e espumante
Sim, o espumante não é exclusivo do verão. No inverno, uma taça de espumante brut acompanhando uma quiche de legumes ou de queijo é uma das experiências mais agradáveis que um jantar pode oferecer.
As borbulhas limpam o paladar a cada gole, e a acidez corta a gordura da massa e do recheio de forma impecável.
A harmonização certa transforma um jantar comum em uma memória que fica.
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