Você acabou de ler que churrasco não é um prato, é uma sequência — e que cada momento pede uma coisa. Esta é a seleção de vinho para churrasco no Rio de Janeiro, montada nessa mesma ordem. O texto está aqui, se quiser reler.

Um aviso que vale para a lista inteira: no calor daqui, tudo passa pelo balde. Inclusive os tintos.

O começo: linguiça, pão de alho e queijo coalho

Anna de Codorniu Brut Rosé — espumante espanhol pelo método tradicional, seco, com fruta vermelha e borbulha fina. É o que a primeira meia hora de churrasco pede: frio, cortante e fácil de servir em pé. 6–8 °C.

Codorniu Clásico Brut — a versão branca da mesma casa, mais direta e o preço mais amigável da seleção. Para quando a turma é grande e a linguiça não vai acabar tão cedo. 6–8 °C.

Crazy Tropez Rosé — rosé do sul da França, pálido, seco e com acidez alta. Aguenta sol, aguenta sal e não pesa. Se for abrir uma garrafa só para o começo inteiro, é esta. 10–12 °C.

O sal grosso e a gordura: picanha, costela, ancho

Domaine de Cibadiès Cabernet Sauvignon — Cabernet do sul da França com cassis, ameixa e tanino presente mas polido. É o encontro clássico com a capa de gordura da picanha, e o que tem melhor relação entre o que custa e o que entrega nesta lista. 15–17 °C.

Milla Cala 2021 — corte chileno do Vale de Cachapoal, da Viña Vik, com fruta negra concentrada e estrutura de sobra. Para a costela que ficou horas na brasa baixa. 16–18 °C.

Segredos da Adega Corte 2017 — Cabernet Sauvignon com Merlot, brasileiro, já com anos de garrafa: o tanino amaciou e a fruta ficou mais grave. Vinho de mesa cheia. 16–18 °C.

A fumaça: porco, linguiça artesanal e o que vai devagar

Koyle Royale Orgânico Syrah 2020 — Syrah de altitude em Colchagua, orgânico e biodinâmico, dezoito meses em carvalho francês. Pimenta preta e defumado vindos do próprio vinho — é ele que encontra a fumaça no meio do caminho. Vegano. 16–18 °C.

Amitié Colheitas Shiraz — a mesma uva em versão brasileira, mais frutada e mais macia, para quem quer a especiaria sem o peso. 15–17 °C.

O churrasco leve: frango, maminha e o calor do Rio

La Cacciatora Montepulciano d’Abruzzo 2023 — tinto italiano descomplicado, fruta fácil e tanino baixo. Serve bem gelado, a 15 °C ou até um pouco abaixo, e é o que melhor resolve churrasco de apartamento. 15–17 °C.

Amitié Terroir Merlot DOVV — Merlot do Vale dos Vinhedos, redondo e sem aresta. Acompanha frango e maminha sem atropelar. 16–18 °C.

Pago del Vicario Blanco de Tempranillo 2024 — a carta na manga: um branco feito de uva tinta, com corpo suficiente para encarar carne e acidez para aguentar o calor. Para quem não bebe tinto em dia de 34 graus. 8–10 °C.

Comprar vinho para churrasco no Rio de Janeiro

Preço e estoque abaixo são os de agora. Se um rótulo sumir do quadro, é porque acabou.

Anna de Codorniu Brut Rosé

R$ 89,89

A face rosé da adega espumantista mais antiga do mundo — e vegana.

Codorniu Clásico Brut

R$ 57,74

O espumante que cabe em toda ocasião — sem abrir mão de quem o faz.

Crazy Tropez Rosé

R$ 72,73

Rosé do sul da França, do Domaine Tropez: 60% Grenache e 40% Cinsault, seco e leve. Sirva entre 10 e 12 graus.

Milla Cala 2021

R$ 229,46

Onde a altitude chilena encontra a sofisticação europeia.

Koyle Royale Orgânico Syrah 2020

R$ 107,85

Syrah biodinâmico do Alto Colchagua, 18 meses em carvalho francês.

La Cacciatora Montepulciano D Abruzzo 2023

R$ 41,85

A Itália do interior — rústica, generosa e impossível de ignorar.

Pago del Vicario Blanco de Tempranillo 2024

R$ 92,56

Um branco meio seco feito de uva tinta — e de uma das poucas vinhas Pago da Espanha.

Se for churrasco grande e você quiser a sequência inteira montada — o do começo, o da picanha e o da fumaça —, fale com o Pierre no WhatsApp (21) 99939-5328. Ele monta pelo número de pessoas e pelo que vai na grelha.

Saímos de uma adega em Botafogo. Entrega no Rio de Janeiro, direto daqui: dá tempo de gelar antes de a brasa ficar boa.

Venda proibida para menores de 18 anos. Aprecie com moderação.